Sem ter onde morar famílias invadem conjuntos habitacionais em Macapá


Cartaz identificando apartamento ocupado/ Foto: Ney Pantaleão


O crescimento desordenado da cidade nos últimos anos resulta com que muitas famílias – sobretudo as que vêm das ilhas do Pará e nordeste do país – tenham que morar nas mais diversas áreas de ressacas de Macapá.



Rede de um ocupante do local/ Foto: Ney Pantaleão


Embora seja dever do Estado garantir direito a moradia ao cidadão e que haja o crescimento no numero de moradias populares, o número de pessoas que não tem onde morar é altíssimo. Um levantamento da Fundação João Pinheiro, em parceria com o Ministério das Cidade, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), aponta que até 2015 o déficit de habitações nos estados era de aproximadamente 30 mil moradias.



Apartamentos que foram ocupados recentemente/Foto: Ney Pantaleão


Em Macapá, capital do Amapá, existem cinco conjuntos residenciais prontos e outros ainda estão em fase de construção. Os conjuntos somam quase oito mil moradias onde vivem quase 40 mil pessoas.



Situação de abandono em certos locais dos conjuntos habitacionais/Foto: Ney Pantaleão


No inicio do mês de junho de 2021, um grupo com aproximadamente 100 pessoas invadiu os prédios de apartamentos do conjunto habitacional do bairro Congós, na zona sul da cidade, que está em construção há mais de 10 anos. Várias pessoas fizeram a limpeza do entorno e retirada de entulhos. A secretaria de Estado da Infraestrutura afirma que 120 apartamentos que constavam como prontos foram alvos das ocupações.